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Caros Leitores
 
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Escrito por Glória às 02h56
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A polícia de Aécio continua matando
 
Violência contra jovens em Minas Gerais. Dois policiais militares são acusados de tortura e omissão de socorro
 

Pai do jovem torturado

Quando o governador Aécio Neves vai lembrar à sua polícia que ela existe para proteger e não para matar? Ou o governador não tem autoridade sobre o comandante e seus policiais?

 Em BH, um jovem universitário vai a uma boate. Horas depois, seu pai, o empresário Antônio Fernandes Silva (na foto), encontra o filho internado em um hospital com traumatismo craniano, rompimento da membrana do tímpano direito, fratura na clavícula direita, lesão nos rins produzida por descarga elétrica, queimadura no crânio, coágulo no cérebro, ciclo de convulsões e outros ferimentos.
O pai acusa o gerente da Casa Pueblo, Jackson Júnior Inácio, e dois policiais militares de tortura e omissão de socorro.
De acordo com as acusações, além de ser agredido, Caius pode ter sido jogado de um muro de 5,50 m de altura, depois de bater em cerca elétrica de 12 mil volts. Segundo Vinícius, amigo da vítima, o resgate do Corpo de Bombeiros foi chamado, mas a equipe foi impedida de fazer qualquer procedimento pelo soldado Edney Oliveira Santiago de Souza e o cabo Paulo Henrique Lima, da Polícia Militar de Nova Lima, que alegaram estar por conta do caso. De acordo com a denúncia, o estudante foi conduzido ao quartel da PM e depois à delegacia, onde foi registrado o boletim de ocorrência.
A denúncia foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, que prometeu apurar o caso.
 
Alerta
Os cidadãos precisam se conscientizar de que o governador é o responsável por esses abusos e pela truculência da polícia. Ele nomeia o comandante, e aí está o cerne da questão. Se o governador quer uma polícia inteligente, responsável, humana, ele nomeia autoridades que tenham esse perfil. Se não se preocupa com a violência estatal, ele nomeia um "leão de chácara". Já passou da hora dos governantes e autoridades serem cobrados por tanta tortura e mortes neste país, no qual calculam-se 40 mil mortes por assassinato ao ano.
O exemplo vem do andar de cima, das instituições brasileiras autoritárias, distantes do povo e despossuídas de civilidade.

Fonte: jornal Estado de Minas, seção GERAIS, 01 de junho de 2007.


Escrito por Glória às 15h39
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Mais um acinte da Justiça
 
O cirurgião Farah Jorge Farah, que confessou ter matado e esquartejado a paciente e ex-namorada Maria do Carmo Alves, em janeiro de 2003,  foi beneficiado por um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal), na terça-feira (29).  Partes do corpo dela foram encontradas embaladas em sacos de lixo plásticos, escondidos no porta-malas do carro do cirurgião.
Um crime, este, sim, hediondo.
Dos cinco ministros que votaram, apenas Joaquim Barbosa foi contra a decisão do relator. Parabéns a este ministro.
Pois bem, dependendo da Justiça brasileira, continuemos a matar mulheres neste país. A justiça não está nem aí. Mas, se alguma mulher roubar um pote de manteiga na padaria, a justiça é implacável, cadeia nela.
Até quando o povo brasileiro vai ser tão subserviente com esta justiça infame?
 


Escrito por Glória às 03h18
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Louvando a Polícia Federal
 
O povo está orgulhoso da sua Polícia Federal e indignado com os "figurões" que se manifestam a favor dos ladrões dos cofres públicos. E mais indignado ainda com a nossa Justiça que continua na sua linha de ser mãe compreensiva e permissiva dos seus filhos abastados.
 
Manifestação dos leitores na Folha de São Paulo de hoje:
 
Presos
"Intempestiva, infeliz e inoportuna a declaração do diretor do Conselho Federal da OAB ( Folha , 23/5). Indignado pelas ações da Polícia Federal contra empresários e políticos, este declarou ser isto um 'escracho'. Pois o que se fazia antes contra negros, pobres e putas é feito com outros presos. Nós, negros e pobres, não nos lembramos de qualquer manifestação de repúdio por parte do diretor conselheiro durante a ocorrência destes fatos. Será que é porque somos diferentes de outros presos?"
MÁRIO LUÍS DE MORAES (Campinas, SP)
 
Navalha
"Muito oportuna a crítica dos advogados e em especial do 'ilustre' diretor do Conselho Federal da OAB, Alberto Toron, quanto à ação da Polícia Federal e da Justiça na condução da Operação Navalha. Ora, onde já se viu conceder o mesmo tratamento que é dispensado aos pobres a 'outros presos'. Estes, pessoas também tão ilustres, merecem um tratamento diferenciado, por que não dizer vip até? Advogados e outros ilustres, uni-vos! Será que esse tratamento vai se espraiar por toda a sociedade? Não permitamos que tal coisa aconteça. Que ela volte (a ação da polícia) para os grotões da pobreza, de onde nunca deveria ter saído, para que o senhor Toron nem precise protestar."
FLAVIO SANTOS (João Pessoa, PB)
 
"Interessante. Foi só a Polícia Federal arrochar um pouco mais e os magnatas do poder já ameaçam amordaçá-la. Afinal, para que serve essa instituição? Não é ela a responsável pelo trabalho que está desenvolvendo _e diga-se muito bem e sem dar um tiro sequer, em mais de 350 ações? Aqueles que certamente estão com a pulga atrás da orelha é que devem estar incomodados. E mais: o que querem essas pessoas que prejulgam que houve excessos? Que antes das operações avisassem? Sem a escuta telefônica devidamente autorizada pela Justiça, jamais esses inescrupulosos seriam pegos. Se o presidente Lula apoiar essa idéia de limitar os poderes da PF, estará sendo conivente com a safadeza reinante. Tem de apoiá-la, obviamente dentro dos preceitos da lei, pois do modo que as coisas caminham, muitas cabeças ainda hão de rolar. Quem viver verá. E viva a democracia! Diz o velho ditado: quem não deve não teme."
JOÃO CARLOS GONÇALVES PEREIRA (Lins, SP)
 
"O pessoal está reclamando da pirotecnia da Polícia Federal ao prender os meliantes, mais esses não reclamam do verdadeiro espetáculo de fogos de artifícios que é esse pessoal meter a mão no dinheiro que serviria para os menos privilegiados terem direito a saúde, escola, emprego etc. É preciso parar com essa coisa do presidente do Senado e da Câmara fingirem que não têm nada a ver com a nomeação na hora que seus protegidos são pegos. Têm sim."
MARIA CECÍLIA CENTURION (São Paulo, SP)


Escrito por Glória às 02h16
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MÍDIA & POLÍCIA
 
Quem nasceu primeiro, a corrupção ou o corrupto?
 
Por Fernando Soares Campos em 29/5/2007
 
 
São 57 anos de idade. Comecei a ler aos 4; portanto, 53 de leitura; a maior parte, textos jornalísticos. Ainda alcancei tempos em que as pessoas se aglomeravam em torno de uma banca de revistas e comentavam a manchete que enfocava um misterioso caso de assassinato numa favela. Isso foi antes da banalização da violência, nos tempos em que, pelo menos no cinema, a gente distinguia mocinho de bandido.
 
Tudo parecia claro, imaginava-se que na vida real ambos os lados estariam bem definidos. Até que, num filme brasileiro, baseado na história de um famoso bandido romântico dos olhos verdes, o personagem principal soltou a sua mais famosa frase: "Polícia é polícia, bandido é bandido". Era o Lúcio Flávio, O passageiro da agonia, tentando botar ordem na "brincadeira", conforme a gente fazia durante a infância, quando escolhíamos os personagens de nossas lúdicas imitações daquilo que exibiam nas matinês dos cinemas.
 
A frase do lendário bandido, que fora barrado quando tentou exercer seu ofício na política, correu o Brasil. Era como se o inconsciente coletivo tivesse despertado para uma nova realidade, e aquilo que para todos nós seria o óbvio já não parecia assim tão óbvio. Virou bagunça, e, de repente, uma coisa era outra coisa, e outra coisa é uma coisa.
 
Alguém já compôs, e ainda cantamos em pagodes de mesa de bar: "Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão". Porém, dessa fase já passamos, pois agora, se gritar "Pega ladrão", por exemplo, no Congresso Nacional, muita gente se engalfinha – a categoria anda desunida, agora é um tentando agarrar o outro. José Sarney, por exemplo, quer ver a carcaça do governador Jackson Lago e seus sobrinhos; Jackson quer ver a caveira de Sarney e de sua filha, que já foi agarrada por José Serra, que pode ser agarrado a qualquer momento em que abrirem o dossiê dos sanguessugas, que "tá assim!" de deputado, senador, prefeito, empresários e autoridades judiciárias. Alguns até já caíram na navalha, no furacão e em tantas outras operações da Polícia Federal.
Especial de TV sobre a PF
Durante muitos anos, exigimos um basta! Cansamos de ver na mídia bandido pé-de-chinelo, peito de fora e bermudão surrado, entrando em camburão da polícia. Repetimos exaustivamente a frase "No Brasil só se prende ladrão de galinha". Descobrimos que, do tráfico de drogas, só se prendem os chefões do terceiro escalão, aqueles que têm condições de melhorar a renda de policiais e agentes carcerários. São os que mantêm o tráfico nos presídios; consumidores em potencial, pagam bem por um celular e pelas visitas íntimas. A raia miudinha é massacrada, não tem direito a prisão, vai direto para o cemitério. Exceto alguns escolhidos para servir como material de referência da produtividade das delegacias e de laranja nos presídios.
 
Alguns parlamentares da oposição ao governo Lula insinuaram que as atividades da Polícia Federal, desde o início do primeiro mandato, teriam um caráter revanchista. Também tentaram relacionar as operações da Polícia Federal com a campanha da reeleição do presidente. Chegaram a falar em Estado Policial. Entretanto, o governo Lula estava (está) apenas cumprindo uma promessa de campanha, talvez, paradoxalmente, a única implementada a contento: o combate à corrupção. Por que o paradoxo? Certamente porque esta seria a promessa mais difícil de ser cumprida.

 LEIA COMPLETO USANDO O LINK...

 
 
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Escrito por Glória às 17h34
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As cartas dos leitores costumam ser as melhores opiniões nos jornais. Vejam na Folha de São Paulo de hoje (26/5):
   
"Não li nenhuma declaração de ministros do STJ, e muito menos de membros da OAB, indignados com a atuação da polícia do Rio nos morros ou contra cidadãos brasileiros que moram em favelas. Nesses casos não se fala em polícia fascista nem há preocupação com o Estado de Direito."
JOEL ANTONIO BIER (Curitiba, PR)


Escrito por Glória às 02h45
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Leia no site do Recomeço
 
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Declaração de amor - Ione Pimenta Duarte
Momentos da vinha vida - Paulo Sérgio
 
E a reprodução do jornal impresso, edição 131


Escrito por Glória às 03h46
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