Arquivos
Ver arquivos anteriores

Categorias
Todas as mensagens
 NOTÍCIAS
 TEXTOS DOS DETENTOS
 ARTIGOS
 CITAÇÕES

Outros links
 O Brasil atrás das grades
 Rets - Terceito setor
 Observatório da Justiça - SINAJUR
 Centro de Mídia Independente
 Associação Mundial de Rádios Comunitárias
 Le Monde Diplomatique
 Página do Promotor de Justiça André Luis Alves de Melo
 RADIOBRÁS - Agência Brasil
 AfroPress - Agência Afroétnica de Notícias
 Marco Weissheimer - RS Urgente
 La Insignia - Diário iberoamericano
 Todas as edições do jornal RECOMEÇO
 Justiça Restaurativa - Brasília
 Jornal PRAVDA




BLOG DO RECOMEÇO
 


O Holocausto de uma sociedade
Vera Lúcia Vassouras *

A sociedade brasileira, em especial, aqueles que participam do Sistema Prisional, é responsável pelo caos ao negar-se a ver o que ela própria, endeusando a propriedade e o consumo, produziu.

Quando um pobre comete um delito é porque não tem moral e ousa desejar o que não pode possuir ou desafiar o poder, violando suas regras. Daí, e preciso reorientá-lo por meio da fome, da miséria, da falta de esperança, ou, simplesmente, matá-lo.

Quando um rico comete um delito é sempre um “suposto culpado” e sua moral jamais é colocada em questão.

Não é preciso reeducá-lo.

Ocorre que, tanto os pobres quanto os ricos são seres da mesma espécie, ou pelo menos, biológica e psiquicamente iguais. As diferenças culturais são artificiais, desde que fazem parte de um sistema de dominação e não tem importância nesta análise.

Portanto, assim como as futuras gerações dos pobres entenderão os fatos que levaram seus familiares a cometer um delito e a contrapartida como vingança social, as futuras gerações daqueles que se consideram poderosos sentirão vergonha de tanta covardia e estupidez de seus antepassados.

Atualmente inúmeras vozes unem-se na defesa dos “presídios de segurança máxima’. Falam orgulhosos que os detentos só poderão tomar sol uma vez por mês, durante uma hora. Não poderá conversar com advogados ou familiares, enfim, estamos reproduzindo a barbárie americana. Presídios serão privatizados definitivamente e milhares de escravos trabalharão gratuitamente para produzir os uniformes dos soldados americanos e as botas que esmagarão os crânios das criancinhas dos países subdesenvolvidos. Além disso, sabe-se que prisões, assim como manicômios são fornecedores de “crânios e ossos”, além de produzirem corpos dóceis às experiências da medicina e psicologia mundiais.

Quando nenhuma voz se levanta diante de tais barbaridades. Quando milhares de seres humanos são impedidos de reabilitar-se por meio da educação e cultura. Quando os governantes em uníssono, e uma imprensa apodrecida nada vê além de seus interesses particulares. Quando o medo toma conta da coragem, a bajulação apropria-se do caráter, a religiosidade se transforma em máfias e confrarias...

Serão chamados de bárbaros, seres inferiores. Seus nomes serão banidos da história dos homens, pois nem um animal ousaria proibir outro da mesma espécie de respirar o ar fornecido pela natureza ou impedi-lo de ver o sol. Se observarmos com atenção, veremos que ainda não perderam o rabo e, não fosse o progresso da odontologia, suas mandíbulas nos assustariam. 

*
Vera Lúcia C. Vassouras 
  Autora do livro:
 O mito da igualdade jurídica no Brasil – Notas críticas sobre a igualdade formal

Texto completo no Centro de Mídia Independente -
Leia


Escrito por Glória às 15h17
[] [envie esta mensagem
]





ENTREVISTA: CECÍLIA COIMBRA
Professora, psicóloga, escritora e fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais
"Passamos da ditadura militar para a ditadura de mercado.
O inimigo da ditadura de mercado são os pobres."
Cecília Coimbra relata que a situação dos direitos humanos hoje é pior do que nos anos da ditadura orientada pela CIA. Hoje a tortura acontece nos presídios, nos estabelecimentos para jovens infratores, nas delegacias policiais, etc., onde os meios de comunicação de massa parecem não enxergar.
 
Leia entrevista completa no Fazendo Média


Escrito por Glória às 21h49
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]