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E a reprodução do jornal impresso, edição 131
Escrito por Glória às 03h46
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ABUSO, DESRESPEITO, IMPUNIDADE
Li hoje a carta de um leitor no jornal Estado de Minas e a sensação foi de reler "O Processo" de Kafka. Até quando nós, brasileiros, vamos conviver com o péssimo atendimento no serviço público? É inadmissível que não tenhamos defesa contra a empáfia de funcionãrios públicos, instalados em seus cargos vitalícios, acomodados na famigerada "estabilidade" que nos faz reféns de verdadeiros carrascos no exercício de suas funções? É como se sentissem um prazer doentio de tripudiar em cima das pessoas, sabendo-as dependentes de seus serviços.
Leiam a carta:
JUDICIÁRIO - Educação é essencial no serviço público
Marcos Vinicius Alves Belo Horizonte
“Estou decepcionado com o Judiciário. Eu e meu cunhado estamos movendo um processo no Juizado Especial das Relações de Consumo, e a cada dia fico mais abismado com o lentidão dos servidores que trabalham no local. Precisamos voltar várias vezes ao Juizado para conseguir uma simples informação. As orientações são sempre incompletas e os funcionários acabam nos tratando como se estivéssemos ‘pegando o boi’ pelo atendimento. Como eu e meu cunhado já faltamos várias vezes ao trabalho para ir ao Juizado, pedi que minha irmã fosse à repartição para, mais uma vez, tentar conseguir orientação sobre procedimentos relacionados ao processo. Mas, ao justificar minha ausência para ser orientado, minha irmã ouviu da funcionária: ‘Para o Judiciário, não importa se o autor do processo trabalha’.
Em um diálogo brusco, a servidora disse que deveríamos estar satisfeitos por receber orientação necessária, ainda que tivéssemos que voltar ao local muitas vezes, ‘inutilmente’. Nem preciso dizer a indignação ante tratamento dessa natureza. Fiquei pensando se os funcionários do Juizado sabem onde trabalham.
O respeito ao cidadão e a seus direitos deveria ser premissa de todo o trabalho daqueles que atuam no Judiciário. É justo que o autor do processo precise ir ao local para ser orientado e saber do andamento de seu caso, mas é desrespeitoso exigir dele indas e vindas em objetivo algum.
Imaginem: se a funcionária tratou assim uma pessoa esclarecida e com curso superior, dá para deduzir a forma como uma pessoa mais simples e com menos informações sobre seus direitos é tratada? A administração pública precisa ficar isenta de gente desse tipo em seus quadros. O contribuinte merece respeito.”
(Estado de Minas - 19/5/2007 - Carta do leitor)
Escrito por Glória às 02h57
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